13.1.07

Recordar João César Monteiro


Ver filmes em Viena é uma coisa que exige um certo cuidado. Têm a mania de dobrar, e falamos nós mal das novelas mexicanas!!
Pois é, mas também há aqueles filmes que não estão em cinema, são antigos, e passar um ciclo de cinema que os inclua é raro. Mesmo assim, nada livra o pobre filme de ser dodrado neste tipo de eventos!
É incrível! Se fosse realizadora de cinema lutaria com todas as minhas forças para que os meus filmes não fossem dobrados. Acho um desrespeito enorme fazer isto a um filme, substituir a sonoridade da voz dos actores, os tempos das falas... isto também é filme!
Aliás, isto é que é filme! Não é usar unicamente o sentido da visão. O deleite da audição, o argumento, as pausas feitas por um actor... onde ficam? Perderam-se?
E quando é que começam a traduzir as canções? Alguém consegue imaginar a Amália a cantar "Uma casa portuguesa" em alemão? Dobradinha, que é para esta gente perceber melhor a mensagem... e para ajudar, uma vozinha sem nada a ver, não?
Do que se haviam de lembrar...
Foi bom ver "Recordações de Uma Casa Amarela" puro, purinho da silva, acabadinho de sair do plástico que o embrulhava na Fnac do Chiado.
O Manel fez anos, e decidiu (e bem, a meu ver) comprar o seu presente e partilhá-lo comigo e com a Raquel! Parabéns, foi muito bem pensado!
Só é pena ainda não o termos visto até ao fim...

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